Julho 2026

METADE DO PREÇO na conta do restaurante? O meu segredo!

TheFork Summer: a campanha de verão que te dá até 50% de desconto em restaurantes Este verão há mais um bom motivo para sair de casa e experimentar novos restaurantes: e eu vou contar-te o meu segredo! Aproveito imenso o TheFork ao longo do ano e agora o TheFork lançou a campanha TheFork Summer, com descontos entre 30% e 50% em toda a carta de comida, em centenas de restaurantes espalhados por Portugal. Neste artigo, ficarás a saber o que é esta campanha, como funciona na prática, em que localidades está disponível e como aproveitar o desconto sem surpresas.   Mas antes de mais nada: a minha experiência Modo de utilização #1 O TheFork Summer é uma das melhores oportunidades da época para comer fora sem pesar tanto na carteira. Basta reservar através da app ou site, escolher o restaurante e aproveitar o que resta do verão. Nesta conta, em vez de pagarmos € 133,40, tivemos um desconto de €  51,95 e pagámos apenas € 81,45. Entradas, prato e sobremesas, escolhido por nós da carta, tudo a 50%! A diferença da minha mesa para a mesa do lado? Apenas o que paguei no final porque tinha reservado pela TheFork!     Modo de utilização #2: O que são os Yums? Yums são os pontos de fidelização do TheFork que se ganham depois de comparecer às reservas feitas através do TheFork. Apenas as reservas feitas através da app ou do site do TheFork dão Yums (reservas feitas via Google Reserve ou Tripadvisor não contam).   Podes converter os Yums em descontos de fidelização de 10€ ou 25€ nos restaurantes parceiros aderentes, sendo necessária uma conta mínima de 20€ ou 35€, respetivamente. Podes gastar no máximo 2000 Yums por reserva (desconto de 25€), e se o desconto for superior ao valor da fatura, o restaurante não paga a diferença. Os Yums são válidos por um ano, podendo ser trocados até ao último dia do mês em que expiram.   E foi assim que, num hotel, o menu era de € 25 por pessoa e comemos os dois e no final, pagámos um menu em Yums, ou seja, a conta de € 58,50 ficou-nos a € 33,50 (42,74% de desconto).       Mas vamos ao pormenor…   O que é o TheFork Summer? O TheFork Summer é a campanha de verão da TheFork, a maior plataforma de reservas de restaurantes na Europa. Arrancou no início de julho e prolonga-se ao longo do verão, geralmente até meados ou final de setembro. Durante este período, os restaurantes participantes aplicam um desconto de 30% a 50% sobre o valor da comida a quem reservar mesa através da app ou site da TheFork. As bebidas/menus ficam, normalmente, de fora da promoção. Ao contrário de menus fixos ou promoções limitadas a determinados pratos, aqui o cliente escolhe livremente da carta do restaurante, tal como faria numa visita normal.   Como funciona, passo a passo 1. Abre a app ou o site da TheFork Todo o processo passa pela plataforma oficial, não há como aproveitar o desconto reservando diretamente pelo telefone ou por outros meios. 2. Pesquisa a tua localidade Procura a cidade ou zona onde queres comer e filtra pelos restaurantes com a etiqueta “TheFork Summer”. 3. Confirma a percentagem de desconto Nem todos os restaurantes oferecem exatamente 50%. Na verdade, os valores variam entre 30% e 50% consoante o espaço. A percentagem aparece sempre junto ao nome do restaurante nos resultados de pesquisa. 4. Reserva com antecedência Os restaurantes mais procurados esgotam depressa, sobretudo ao jantar e aos fins de semana. Reservar com alguns dias de antecedência aumenta as hipóteses de conseguires o horário que preferes. 5. Aparece no dia e horário reservados O desconto está associado à reserva feita na plataforma, por isso é importante respeitar o horário marcado (só tens 15 minutos de tolerância; passado esse tempo podem recusar-se a aplicar o desconto). Quando chegas ao restaurante indicas que tens uma reserva pelo TheFork e dás o nome da reserva. 6. Confirma o desconto na conta O desconto aplica-se normalmente só à comida, sempre que fui, as bebidas/menus ficaram de fora. Mas vale a pena confirmar as condições específicas de cada restaurante na respetiva página antes de reservar. Nota: alguns restaurantes na primeira conta que te apresentam não colocam o desconto…. “Esquecem-se” segundo eles. Por isso, atenção à conta. Confirma que aplicaram o desconto antes de pagares. Caso contrário, recorda-os que vens pelo TheFork (apesar de já o teres feito à chegada).   Em que localidades está disponível? A campanha TheFork Summer (inserida no âmbito do TheFork Festival) decorre em centenas de restaurantes de norte a sul de Portugal, abrangendo várias localidades de destaque como Lisboa, Porto, Cascais, Braga, Matosinhos, Coimbra, Sintra, Aveiro, Funchal, Vila do Conde, Albufeira, Leiria e diversas outras localidades espalhadas pelo país, já que a campanha é nacional. Como a lista de restaurantes participantes pode mudar ao longo da campanha, a forma mais fiável de saberes o que está disponível na tua zona é pesquisar diretamente na app ou site da TheFork e filtrar por localidade.   Porque vale a pena aproveitar? Experimentar sem pesar tanto no orçamento: é a oportunidade ideal para testar aquele restaurante mais caro que normalmente ficaria fora do orçamento; Sair da rotina: com tantos restaurantes participantes, é fácil descobrir sítios novos em vez de repetir sempre os mesmos; Planear refeições em grupo: o desconto aplica-se à reserva na qual indicaste o número de pessoas, o que o torna especialmente vantajoso para refeições com família ou amigos; Aproveitar as noites de verão: esplanadas, terraços e refeições ao ar livre com desconto incluído!   Dicas para aproveitares ao máximo Reserva com antecedência: os melhores horários e restaurantes mais populares esgotam rapidamente, sobretudo às sextas e sábados. Lê as condições de cada restaurante: a percentagem de desconto (30% ou 50%), número de pessoas com desconto, e eventuais exclusões podem variar de espaço para espaço; Explora fora do centro: os restaurantes mais conhecidos enchem primeiro, por isso vale

METADE DO PREÇO na conta do restaurante? O meu segredo! Read More »

Mudei o IBAN da Trade Republic: Arrependi-me!

Ontem tive a confirmação da alteração do IBAN da minha conta na Trade Republic de alemão para português. Parecia a decisão óbvia: reporte fiscal mais simples, um PT50 em vez de um DE, tudo mais “em casa”. O que não percebi de imediato foi que esta mudança trazia consigo uma alteração bem mais profunda à forma como o meu dinheiro fica protegido.   O que mudou, na prática Até aqui, o saldo não investido na Trade Republic estava depositado integralmente num banco parceiro, protegido pelo sistema de garantia de depósitos até 50.000€, e remunerado a 2,25%. Um “porto seguro” simples de perceber: o dinheiro estava lá, garantido, a render. Com a nova estrutura associada ao IBAN português, isso deixou de ser assim: – Até 15.000€: continuam depositados num banco parceiro e protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos; – O que exceder esse valor: passa automaticamente para um fundo de liquidez gerido pelo BNP Paribas. Já não é um depósito bancário. É um instrumento financeiro de baixo risco, sim, mas sem a mesma garantia. O capital pode, em teoria, variar.     E a parte que mais me incomodou: esta migração iria “forçosamente” acontecer porque ainda que não seja obrigatório aceitar a alteração do IBAN alemão para português, existe a indicação de que ao fim dos 60 (sessenta) dias da notificação, se não mudares, a conta deixa de ser remunerada. Quem não estiver atento, ou não perceber a implicação de continuar sem agir, pode ver a sua almofada financeira a não render ou a ser transferida para um produto diferente daquele que escolheu inicialmente, sem ter tomado essa decisão de forma consciente.   Porque é que isto importa Não é que um fundo de liquidez seja um mau produto. É genuinamente baixo risco. Mas há uma diferença entre “depósito garantido pelo Estado até um determinado limite” e “instrumento financeiro de baixo risco gerido por um terceiro”. Para quem, como eu, usa a Trade Republic também como reserva de emergência ou para robustecer posições quando o pretende fazer e tem logo disponível liquidez, essa diferença pesa.   O que estou a pensar fazer A minha jornada financeira sempre assentou numa divisão clara: uma parte do capital a assumir mais risco em troca de mais rentabilidade (P2P, ETFs, criptomoedas), e outra parte, propositadamente conservadora, em produtos onde a segurança do capital é a prioridade número um: Certificados de Aforro, Certificados do Tesouro, Depósitos a prazo… Um fundo de liquidez, por mais sólido que pareça, não encaixa nessa segunda categoria da forma que eu quero. Por isso, a decisão deverá passar por deixar os 15k na Trade Republic, passar 5k para a Conta Poupança Livre do BCTT (rende-me 3% ao ano), mantendo este dinheiro protegido pelo Fundo de Garantia de Depósitos e mobilizo o restante para Certificados do Tesouro com taxa fixa e crescente (a série 5 começa nos 2,35% primeiro ano).     A lição Não é que a Trade Republic esteja a fazer nada de ilegítimo ou escondido, muito pelo contrário, se há coisa que a entidade já nos habituou é ser totalmente transparente e na verdade a informação está lá: nos documentos contratuais! O problema é a facilidade com que uma mudança “administrativa” (trocar de IBAN) arrasta consigo uma mudança substantiva no perfil de risco da tua poupança, sem que isso tenha sido o primeiro plano da comunicação. E para que eu, apesar do defeito de profissão, tenha mais atenção às “letras pequeninas”.   Confirma a tua situação Se o teu iban já mudou confirma a tua situação: Acede à app da TR; Vai ao separador saldo; No fim dessa página há umas letras pequeninas que dizem “saldo disponível”; Quando clicas aparece a alocação que a TR fez ao teu dinheiro.   Resumindo As regras do jogo estão sobre a mesa e cabe-nos decidir de forma informada. Eu vou manter a conta na Trade Republic, apesar de limitar o montante ao máximo garantido pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Se no teu caso, quiseres abrir conta, quer porque não contas ter montantes elevados ou porque esta mudança não retira as mais valias de ter uma conta na TR, podes aderir através do meu código: https://refnocode.trade.re/wttw7vkk    

Mudei o IBAN da Trade Republic: Arrependi-me! Read More »

O fim do “paraíso fiscal” das criptomoedas em Portugal

O que mudou em 2023 Durante anos, Portugal foi apontado como um dos melhores países da Europa para investir em criptomoedas. A frase “Portugal é um paraíso fiscal para cripto” tornou-se quase um mito de internet, repetida em fóruns, grupos de Telegram e vídeos de YouTube sobre finanças pessoais. E, durante algum tempo, era verdade: não existia qualquer imposto específico sobre ganhos com criptoativos. Mas sabias que esse período acabou? Desde 2023 que Portugal tem um enquadramento fiscal claro e, em muitos casos, com impostos a sério para quem investe em criptomoedas. Se ainda estás a pensar em Portugal como o “El Dorado” cripto que era há uns anos, é altura de atualizar essa informação.   Como era antes de 2023 Até 2022, não existia qualquer norma fiscal em Portugal que abrangesse diretamente as criptomoedas, o que levou o país a ganhar esta reputação de “paraíso fiscal”. Na prática, isto significava que um investidor podia comprar Bitcoin ou qualquer outro criptoativo, vendê-lo com lucro meses ou anos depois, e não pagar um único euro de imposto sobre essa mais-valia, desde que a atividade não fosse considerada profissional ou com carácter regular. Não era um vazio legal ambíguo, era mesmo essa a leitura generalizada da lei: cripto ficava, na prática, fora do radar do Fisco.   O que mudou com o Orçamento do Estado para 2023 Tudo mudou com o Orçamento do Estado para 2023, que introduziu pela primeira vez o conceito legal de criptoativo no Código do IRS, com referência ao Regulamento dos Mercados de Criptoativos (MiCA). A partir daqui os rendimentos relacionados com criptoativos passaram a poder ser enquadrados em três categorias diferentes de IRS, dependendo da natureza da atividade: Categoria B — rendimentos empresariais e profissionais. Aplica-se a quem exerce atividades como mineração ou validação de transações através de mecanismos de consenso, que passaram a ser tratadas fiscalmente como qualquer outra atividade comercial ou industrial. Categoria G — mais-valias (incrementos patrimoniais). É a categoria mais relevante para a maioria dos investidores, e cobre os ganhos obtidos com a compra e venda de criptoativos. Categoria E — rendimentos de capitais. Cobre outros tipos de rendimento gerado por criptoativos que não resultem diretamente da venda.   A regra que realmente importa: os 365 dias Se há um número que todo o investidor cripto em Portugal devia decorar, é este: 365 dias. Desde 2023, as mais-valias de curto prazo em criptoativos passaram a pagar imposto, tal como já acontecia com as ações. Concretamente:   Se vendes criptoativos que detiveste há menos de 365 dias, o ganho está sujeito a uma taxa especial de 28% sobre a mais-valia. Se detiveste os criptoativos há 365 dias ou mais, o ganho continua isento de IRS. Ou seja, o “paraíso fiscal total” desapareceu, mas não desapareceu por completo o incentivo a investir a longo prazo: a isenção para detenções superiores a um ano mantém-se, o que na prática beneficia quem tem uma estratégia de “comprar e segurar” (o famoso HODL) em vez de trading frequente. Um detalhe importante: para efeitos de contagem deste prazo de 365 dias, considera-se o período de detenção mesmo para criptoativos comprados antes de 1 de janeiro de 2023. Ou seja, se compraste Bitcoin em 2021 e só vendeste depois da entrada em vigor da lei, a contagem do prazo não começou do zero.   E se eu não vender, tenho de declarar na mesma? Não. Este é um dos pontos que mais gera confusão. Se a tua carteira de criptoativos valorizou, mas não fizeste qualquer transação de venda, não houve uma mais-valia realizada e, nesse caso, não há nada a declarar ao Fisco. O imposto só é acionado no momento da venda (ou de outra operação equivalente), nunca pela simples valorização não realizada de um ativo que continuas a deter.   Mineração e atividade profissional Quem se dedica à mineração de criptoativos passou a ser tratado de forma diferente de um investidor comum. Estas atividades, por serem consideradas uma forma de “emissão” de criptoativos, enquadram-se como atividades comerciais e industriais na categoria B do IRS, com regras de tributação próprias, incluindo a aplicação de coeficientes específicos no regime simplificado.   Heranças e doações também entraram no radar Outra mudança relevante, menos falada, mas importante para quem planeia o futuro: os criptoativos passaram também a estar sujeitos a imposto do selo em situações de doação ou herança, à taxa de 10%. Esta regra aplica-se quando os criptoativos estão depositados em Portugal e, no caso de doações, quando o beneficiário também reside no país.   Porque é que isto interessa a quem investe hoje Se investes em criptomoedas em Portugal atualmente, seja através de exchanges, wallets próprias ou plataformas de staking, há três coisas práticas a reter:   O horizonte temporal passou a ter peso fiscal real. Vender antes de completar um ano de detenção tem um custo direto de 28% sobre o ganho. Vender depois de um ano, não. É preciso guardar registo das datas de compra. Sem esse histórico, torna-se difícil comprovar há quanto tempo detiveste cada ativo e, por consequência, difícil de comprovar a isenção. “Não vendi, não devo nada” continua verdadeiro. O imposto incide sobre a venda (mais-valia realizada), não sobre a valorização em carteira.   Portugal ainda é interessante para investir em cripto? Sim, mas já não pelas razões antigas. Já não é um paraíso fiscal sem regras. É, no entanto, um país com um enquadramento relativamente claro (o que, por si só, tem valor: incerteza legal costuma ser pior para o investidor do que uma taxa definida) e que continua a premiar quem investe a longo prazo através da isenção de mais-valias após um ano de detenção. Se és um investidor de longo prazo, a mudança de 2023 pode até não alterar muito a tua estratégia. Se és mais ativo no trading de curto prazo, é essencial teres esta nova realidade fiscal em conta antes da próxima venda.   A minha carteira como exemplo: Coinbase   Robinwood     💬 E tu? Sabias que as

O fim do “paraíso fiscal” das criptomoedas em Portugal Read More »

Scroll to Top